Todo mundo tem suas manias, eu tenho as minhas. Mania de mexer no cabelo de 5 em 5 minutos, falar alto, encarar quem me olha demais. Mania de pensar demais em você, de acreditar em horas iguais, mania de ficar imaginando coisas antes de dormir, mania de rir por bobeira e de chorar de nervoso, aliás, mania de chorar por tudo, mania de escutar uma música e ficar me imaginando nela, mania de mudar de humor constantemente, mania de ver minha vida como se fosse um filme, na maioria das vezes um conto de fadas que ainda vai ter um final feliz, mania de ter medo de tudo, de falar o que eu sinto e de te perder. Mania de pensar no que já fiz, mania de repeti-las mesmo que me arrependa. Mania de precisar ter você do meu lado.
Resolvemos seguir em frente, cada um pro seu lado e nos apagar da vida sem saber que apagar da memória não seria uma opção. Cada um tomou um novo rumo, na ultima conversa falamos com tanta certeza de um futuro incerto, que tudo parecia se resolver a cada pronuncia. Os dias foram se passando, e nada parecia passar… Só o tempo que ia levando tudo pro passado, menos a vontade de ficar. A cada segundo essa mania de procurar ficava maior do que a vontade de deixar passar. Eu já me arrependi milhares de vezes por ter expulsado pessoas que eu amava da minha vida em um momento de incompreensão. A fúria que eu não conseguia controlar foi a mesma que eu senti por não conseguir me perdoar. Eu chorei por dentro enquanto sorria por fora tentando camuflar a minha própria tristeza com demonstrações fictícias de alegria, e no final era só medo de mostrar pra mim mesmo a fraqueza que eu sentia. Suspirei fundo lembrando de momentos que me faziam bem e simplesmente abandonei tudo por medo de errar. Então errei. Desisti das pessoas que eu pensava, desisti de correr atrás de quem eu amava, desisti de tentar voar, mas continuei observando os pássaros aproveitando a sua liberdade. Eu senti certa inveja de quem alçava vôo em direção a alegria, e mesmo que fosse empurrado do penhasco e se machucado na queda, teria a força de olhar nos olhos de alguém e dizer “eu te perdôo por isso”. Comecei a ter pesadelos e os ignorava, quando percebi já não precisava mais dormir para vivê-los. Às vezes eu sinto saudades de alguém, às vezes eu sinto saudades de mim, e às vezes eu sinto saudades de ser o motivo da saudade de alguém.